Prostatite: o que é, tipos, sintomas e como se trata

Prostatite é a inflamação da próstata. Pode ser aguda, com febre e urgência, ou crônica, com dor pélvica. Veja sintomas, efeitos no sexo e quem trata.
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Prostatite é a inflamação da próstata. Pode ser aguda, causada por bactéria, com febre, dor e ardência para urinar, o que exige atendimento no mesmo dia. Ou crônica, com dor pélvica que vai e volta por meses e pode afetar a ejaculação e a ereção. Quem diagnostica e trata é o urologista.

Um nome, quadros bem diferentes

A próstata é a glândula que fica abaixo da bexiga, envolve o começo da uretra e produz parte do líquido do sêmen. Quando ela inflama, o resultado pode ser um quadro de poucos dias ou um incômodo que se arrasta. Diferente da hiperplasia benigna, que é mais comum depois dos 50, a prostatite aparece com frequência em homens jovens e de meia-idade.

A classificação usada por urologistas separa quatro tipos:

  1. Prostatite bacteriana aguda. Infecção súbita, com sintomas fortes.
  2. Prostatite bacteriana crônica. Infecções urinárias que voltam, causadas pela mesma bactéria alojada na próstata.
  3. Prostatite crônica ou síndrome da dor pélvica crônica. É o tipo mais comum. Há dor por pelo menos três meses, sem infecção identificada.
  4. Prostatite inflamatória assintomática. Não dá sintoma e costuma ser achado de exame.

Prostatite aguda: quando é urgência

A forma aguda começa de repente e o homem se sente doente de verdade. Os sinais típicos:

  • febre, calafrios e mal-estar;
  • ardência ou dor forte ao urinar;
  • vontade urgente e frequente de urinar;
  • dor no períneo (região entre o saco escrotal e o ânus), no baixo ventre ou na região lombar;
  • jato fraco ou dificuldade para esvaziar a bexiga.

Esse quadro pede atendimento médico no mesmo dia. Sem tratamento adequado, a infecção pode evoluir para abscesso na próstata, infecção generalizada ou retenção urinária, quando a bexiga enche e a urina não sai. Antibiótico é escolhido e prescrito pelo médico; tomar por conta própria pode mascarar o quadro e favorecer resistência.

Prostatite crônica e dor pélvica

A forma crônica é mais silenciosa e mais frustrante. A dor fica no períneo, nos testículos, na ponta do pênis, no baixo ventre ou na região lombar. Ela oscila: some por semanas e volta em fases de estresse, depois de ficar muito tempo sentado ou após a ejaculação.

Na síndrome da dor pélvica crônica, a causa raramente é uma infecção ativa. Entram em jogo tensão da musculatura do assoalho pélvico, sensibilização dos nervos da região e fatores emocionais como ansiedade. Por isso o tratamento costuma combinar frentes: medidas médicas, fisioterapia pélvica, ajustes de hábitos e cuidado psicológico. Antibiótico repetido sem infecção confirmada não resolve.

A prostatite também pode elevar o PSA, exame de sangue usado na avaliação da próstata. Um PSA alto durante uma inflamação não significa câncer, e o médico costuma repetir o exame depois do tratamento. Prostatite não causa câncer de próstata.

O que a prostatite faz com a vida sexual

Esse é o lado que muitos homens não contam no consultório, e é dos mais importantes. A prostatite crônica pode causar:

  • Dor ao ejacular ou logo depois. A ejaculação contrai a próstata e a musculatura pélvica inflamada, o que gera dor. Com o tempo, o homem passa a evitar o sexo.
  • Ejaculação precoce. A inflamação aumenta a sensibilidade da região e acelera o reflexo ejaculatório. A prostatite é uma das causas orgânicas investigadas quando o problema aparece de repente, como explicamos em ejaculação precoce: causas.
  • Dificuldade de ereção. Dor, medo de sentir dor e ansiedade se somam. Saiba mais sobre dificuldade de ereção.
  • Queda do desejo, como efeito do desgaste de conviver com dor.
  • Sangue no sêmen, que assusta, mas costuma ter causa benigna e deve ser avaliado.

Tratar só a inflamação e ignorar esses efeitos deixa o problema pela metade. Do mesmo modo, tratar a ejaculação precoce sem perceber uma prostatite por trás tende a não funcionar.

Como é feito o diagnóstico

O urologista começa pela conversa: tempo de sintomas, padrão da dor, febre, hábitos urinários e vida sexual. O exame físico inclui o toque retal, em que a próstata é palpada pelo reto, de forma rápida e técnica. Exames de urina com cultura identificam bactérias. Em casos específicos, entram cultura do sêmen, ultrassom e PSA.

Quando procurar ajuda médica

Procure atendimento no mesmo dia se tiver febre com dor ao urinar ou dor no períneo, ou se não conseguir urinar.

Marque uma consulta se você:

  • sente dor no períneo, testículos ou baixo ventre que vai e volta;
  • tem dor durante ou depois da ejaculação;
  • percebeu que passou a ejacular mais rápido, sem motivo aparente;
  • tem infecções urinárias que se repetem;
  • notou sangue no sêmen ou na urina.

Como a Pró Homem avalia

O diagnóstico e o tratamento da prostatite ficam com o urologista. Na Pró Homem, a avaliação parte da queixa sexual, como dor ao ejacular, ejaculação precoce ou queda da ereção, e investiga a causa com cuidado clínico e exames quando indicados. Se identificamos sinais de prostatite, orientamos o paciente ao especialista adequado. Se ficou em dúvida sobre quem procurar, veja a diferença entre urologista e andrologista.

Quando os efeitos na vida sexual permanecem, o acompanhamento segue um protocolo integrado (hormonal, metabólico e emocional), com sigilo em todas as etapas. A primeira consulta pode ser por telemedicina, com etapa presencial para exame físico. Entenda como funciona a primeira consulta.

Perguntas frequentes

Prostatite é uma infecção sexualmente transmissível?

Na maioria dos casos, não. A forma aguda geralmente vem de bactérias da própria urina. Em homens mais jovens, algumas infecções sexualmente transmissíveis podem estar envolvidas, e o médico investiga isso quando faz sentido.

Prostatite crônica tem tratamento?

Tem. O tratamento costuma combinar medidas médicas, fisioterapia do assoalho pélvico, mudanças de hábito e cuidado emocional. A resposta varia de pessoa para pessoa, e o acompanhamento ajusta o plano ao longo do tempo.

Prostatite pode causar ejaculação precoce?

Pode. A inflamação aumenta a sensibilidade da região e pode acelerar a ejaculação, principalmente quando o problema surge de repente. Por isso a prostatite entra na investigação de causas orgânicas.

Posso ter relação sexual com prostatite?

Na forma crônica, a vida sexual não precisa ser interrompida, embora a dor possa atrapalhar. Na forma aguda, o médico orienta conforme o quadro e a causa da infecção.


Revisão médica: Revisado por Dr. Andrei Oliveira, CRM PR 53133. Publicado em: 18 de outubro de 2026 · Última revisão: outubro de 2026

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