O sexólogo é um profissional de saúde com formação complementar em sexualidade humana, em geral médico ou psicólogo. Ele avalia e trata dificuldades sexuais, como falta de desejo, problemas de ereção e de ejaculação, dor e conflitos do casal. No Brasil, sexologia não é especialidade médica própria: o que ele pode fazer depende da formação de origem.
Sexologia não é uma especialidade médica isolada
Essa é a informação que mais confunde quem procura ajuda. A lista de especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) não traz a sexologia como especialidade própria. Ela é uma formação complementar, feita em cursos de pós-graduação, por profissionais que já têm uma graduação de base.
Na prática, isso significa duas coisas. A primeira: "sexólogo" descreve uma área de estudo, não uma profissão com conselho próprio. O que define o que o profissional pode ou não fazer é a profissão de origem. A segunda: como o termo não corresponde a uma profissão regulamentada, ele pode aparecer em perfis de pessoas com formações muito diferentes, inclusive sem graduação em saúde. Por isso vale checar quem está do outro lado antes de expor algo tão íntimo.
Os dois perfis mais comuns, e os que fazem sentido para tratar uma dificuldade sexual, são o médico com formação em sexologia e o psicólogo com formação em sexualidade.
O que faz o sexólogo médico
O médico com formação em sexologia costuma ter uma especialidade de base, como urologia, ginecologia, psiquiatria ou endocrinologia, e usa a formação complementar para olhar a sexualidade de forma mais ampla. Por ser médico, ele pode:
- investigar causas físicas da queixa, como alterações vasculares, hormonais, neurológicas ou efeitos de medicamentos;
- fazer exame físico e solicitar exames laboratoriais e de imagem;
- diagnosticar doenças que se manifestam pela vida sexual, como diabetes e problemas cardiovasculares;
- prescrever tratamento medicamentoso quando indicado;
- encaminhar para psicoterapia quando o componente emocional pesa.
O que faz o sexólogo psicólogo
O psicólogo com formação em sexualidade conduz a terapia sexual, um acompanhamento focado no que trava a vida íntima: ansiedade, crenças, histórico, comunicação e dinâmica do casal. Ele trabalha com sessões de conversa e tarefas entre os encontros, como o foco sensorial.
O psicólogo não prescreve medicamentos. Quando percebe sinais de causa física, como uma dificuldade de ereção que aparece em todas as situações, ele orienta a buscar avaliação médica. O melhor cenário, em muitos casos, é o trabalho em conjunto: médico cuidando do corpo, psicólogo cuidando da parte emocional.
Sexólogo, urologista, andrologista e psicólogo: qual a diferença
Os nomes se misturam, mas cada um tem um papel:
- Urologista: médico especialista reconhecido, cuida do aparelho urinário de homens e mulheres e do aparelho genital masculino. Trata disfunção erétil, doença de Peyronie, problemas de próstata e muito mais.
- Andrologista: termo usado para o médico, geralmente urologista, que se dedica à saúde sexual e reprodutiva masculina. Entenda melhor em o que faz um andrologista.
- Endocrinologista: médico especialista em hormônios, entra quando há suspeita de alteração de testosterona, tireoide ou prolactina.
- Psicólogo: profissional de saúde mental, que pode ou não ter formação específica em sexualidade.
- Sexólogo: qualquer um dos profissionais de saúde acima (médico ou psicólogo) que fez formação complementar em sexualidade.
Para um panorama de quem cuida do homem em cada situação, veja qual médico cuida da saúde do homem.
Quando faz sentido procurar um sexólogo
O sexólogo é uma boa escolha quando a vida sexual virou fonte de sofrimento e você suspeita que a questão vai além de uma causa física. Alguns exemplos:
- ansiedade de desempenho que se repete a cada relação;
- desejo muito diferente do da parceria, gerando cobrança e afastamento;
- ejaculação precoce ou retardada que persiste mesmo sem causa física aparente;
- dúvidas sobre orientação, identidade ou práticas que estão gerando angústia;
- dificuldade de retomar a vida sexual depois de separação, luto ou doença;
- casais que querem trabalhar a vida íntima juntos, caso em que a terapia de casal para problemas sexuais pode ser o formato mais indicado.
Atenção a um ponto: se a queixa principal é dificuldade de ereção, o mais sensato é começar pela avaliação médica. A disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de problema vascular, diabetes ou alteração hormonal, e isso precisa ser investigado. Conheça os sintomas da disfunção erétil e, se ficar em dúvida sobre por onde começar, veja qual médico procurar para disfunção erétil.
Como checar a formação de um sexólogo
Antes de marcar, vale dedicar alguns minutos para confirmar com quem você vai falar:
- Pergunte a profissão de origem. Médico ou psicólogo? Essa resposta define o que o profissional pode fazer.
- Confira o registro no conselho. Médicos têm registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), consultável na busca de médicos do CFM. Psicólogos têm registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP), consultável no cadastro nacional do Conselho Federal de Psicologia.
- Se ele se apresenta como especialista, confira o RQE. O Registro de Qualificação de Especialista mostra qual especialidade médica o profissional tem reconhecida.
- Pergunte sobre a formação em sexualidade. Onde foi feita, qual a duração, se incluiu prática supervisionada.
- Fique atento a sinais de alerta. Promessa de cura rápida, "técnica secreta", venda de produto junto com a consulta ou qualquer proposta de contato físico são motivos para desistir.
Profissional sério responde a essas perguntas com tranquilidade.
Quando procurar ajuda médica
Independentemente de procurar um sexólogo, busque avaliação médica se você percebe:
- dificuldade de ereção frequente, há semanas ou meses, inclusive ao acordar ou na masturbação;
- queda de desejo acompanhada de cansaço, perda de força ou mudança de humor;
- dor, curvatura nova ou nódulo no pênis;
- alteração na ejaculação que começou de repente ou junto com um remédio novo;
- diagnóstico de diabetes, pressão alta ou colesterol alto somado a qualquer mudança na vida sexual.
Esses sinais não são motivo de vergonha nem coisa da idade. São informações que ajudam o médico a chegar à causa.
Como a Pró Homem avalia
Na Pró Homem, a avaliação é médica e começa pela história clínica completa: a queixa, quando começou, como aparece, saúde geral, medicamentos e contexto emocional e de relacionamento. Quando indicado, são pedidos exames para investigar causas hormonais, metabólicas e vasculares. O protocolo é integrado, com o cuidado do corpo e o cuidado emocional caminhando juntos, e o tratamento psicológico entra quando o componente emocional pesa. Você pode conhecer os profissionais do corpo clínico da Pró Homem e seus registros antes de agendar.
O atendimento é sigiloso do início ao fim. A primeira consulta pode ser feita por telemedicina, uma porta de entrada mais confortável para quem ainda sente vergonha de falar do assunto, e o acompanhamento inclui uma etapa presencial para o exame físico, indispensável para fechar o diagnóstico com segurança.
Perguntas frequentes
Pode ser ou não. Sexólogo é o profissional que fez formação complementar em sexualidade, e os perfis mais comuns são médicos e psicólogos. Só o sexólogo médico pode pedir exames e prescrever medicamentos.
Se a queixa envolve ereção, dor, curvatura ou alteração física, comece pelo médico, que pode investigar causas vasculares, hormonais e metabólicas. Se a questão parece mais emocional ou de relacionamento, o sexólogo psicólogo é uma boa porta, e os dois podem trabalhar em conjunto.
Pergunte a profissão de origem, confira o registro no CRM ou no CRP e, se for médico que se apresenta como especialista, o RQE. Pergunte também onde foi feita a formação em sexualidade. Desconfie de promessa de cura rápida ou venda de produtos.
Sim. Muitos sexólogos psicólogos atendem tanto de forma individual quanto em casal. O formato é definido conforme a queixa e o que faz sentido para você e para a parceria.
Revisão médica: Revisado por Dr. Andrei Oliveira, CRM PR 53133. Publicado em: 14 de outubro de 2026 · Última revisão: outubro de 2026


