Espermograma é o exame que analisa o sêmen para avaliar a fertilidade masculina. Mede o volume, a concentração, o movimento (motilidade) e a forma (morfologia) dos espermatozoides, entre outros itens. A coleta é feita por masturbação, após a abstinência orientada pelo laboratório. Um único resultado alterado não fecha diagnóstico: quem interpreta é o médico.
Para que serve o espermograma
O espermograma é o primeiro exame na investigação da fertilidade do homem, e é simples, não invasivo e amplamente disponível. Ele costuma ser pedido em situações como:
- casal que tenta engravidar há um ano sem sucesso, ou há seis meses quando a parceira tem mais de 35 anos;
- controle depois da vasectomia, para confirmar a ausência de espermatozoides;
- acompanhamento de quem tem varicocele, antes e depois de uma eventual correção;
- antes de tratamentos que podem afetar a fertilidade, como quimioterapia, quando se discute congelar sêmen;
- homens que usaram anabolizantes ou testosterona e querem saber como está a produção de espermatozoides.
Por muito tempo, a investigação da fertilidade do casal começava e terminava na mulher. Hoje se sabe que o homem responde por parte importante dos casos, e avaliar os dois desde o início poupa tempo e desgaste. Entenda o quadro completo em infertilidade masculina.
Como se preparar para o exame
O preparo é simples, mas faz diferença no resultado. O laboratório passa as orientações exatas, e elas devem ser seguidas à risca. Em geral, envolvem:
- Abstinência sexual: um período sem ejacular (nem relação, nem masturbação) definido pelo laboratório, normalmente de alguns dias. Tempo curto demais ou longo demais pode distorcer a análise.
- Coleta completa: a amostra é colhida por masturbação, em frasco estéril, de preferência no próprio laboratório. Perder a primeira parte do jato compromete o exame, porque ela concentra boa parte dos espermatozoides. Se isso acontecer, avise.
- Sem lubrificante e sem preservativo comum: muitos lubrificantes e o látex prejudicam os espermatozoides.
- Informar o histórico: febre nos últimos meses, medicamentos em uso, anabolizantes ou hormônios, infecções recentes.
É comum sentir constrangimento com a coleta. Os laboratórios têm salas reservadas para isso, e a equipe lida com esse exame todos os dias. Não há nada de estranho em fazê-lo.
O que o espermograma avalia
O laudo traz vários itens. Sem entrar em números, que só fazem sentido nas mãos do médico, vale saber o que cada um mede:
- Volume: quantidade de sêmen ejaculado.
- pH e aspecto: características do líquido produzido pela próstata e pelas vesículas seminais.
- Concentração e número total: quantos espermatozoides existem por mililitro e na amostra inteira.
- Motilidade: quantos se movimentam e, entre eles, quantos avançam de forma progressiva, o que é necessário para chegar ao óvulo.
- Vitalidade: quantos estão vivos, item útil quando a motilidade está baixa.
- Morfologia: quantos têm forma considerada típica. É normal que a maioria tenha alguma irregularidade.
- Leucócitos: células de defesa que, em excesso, podem sugerir inflamação ou infecção.
O laboratório costuma comparar os resultados com os valores de referência do manual de análise de sêmen da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esses valores servem como guia, e não como linha que separa fértil de infértil: homens abaixo da referência podem ter filhos, e homens dentro dela podem ter dificuldade.
Por que repetir o espermograma
O sêmen varia bastante de uma coleta para outra no mesmo homem. Febre, doença, estresse, noites mal dormidas e mudança no tempo de abstinência mexem no resultado. Além disso, a produção de espermatozoides leva cerca de dois a três meses para se completar, então algo que aconteceu semanas atrás pode aparecer no exame de hoje.
Por isso, diante de um resultado alterado, o médico costuma pedir uma segunda coleta, com intervalo, antes de tirar conclusões. A partir daí, pode solicitar exames hormonais, ultrassom ou testes complementares, como a fragmentação do DNA espermático, conforme o caso.
Espermograma e testosterona: um ponto que surpreende
Muitos homens acreditam que mais testosterona significa mais fertilidade. Com hormônio vindo de fora, é o contrário. A testosterona de uso externo, seja em reposição sem acompanhamento ou na forma de anabolizantes, sinaliza ao cérebro que não precisa estimular os testículos, e a produção de espermatozoides pode cair de forma importante.
Quem tem sintomas de testosterona baixa e ainda planeja ter filhos precisa dizer isso ao médico logo na primeira consulta, porque a estratégia de tratamento muda.
Quando procurar ajuda médica
Procure avaliação se:
- o casal tenta engravidar há um ano sem sucesso, ou há seis meses com parceira acima de 35 anos;
- você fez vasectomia e ainda não fez o espermograma de controle;
- usou ou usa anabolizantes ou hormônios e pensa em ter filhos;
- notou alteração no sêmen, como sangue, dor ao ejacular ou mudança persistente de cor;
- recebeu um espermograma alterado e não sabe o que significa.
Quem interpreta o exame é o urologista ou andrologista, e em muitos casos o especialista em reprodução humana. Para saber o que entra na avaliação masculina, veja os exames de saúde sexual masculina.
Como a Pró Homem avalia
A investigação aprofundada de infertilidade e os tratamentos de reprodução são conduzidos pelo urologista e pelo especialista em reprodução humana, e a Pró Homem orienta o paciente para esses profissionais quando é o caso. Na nossa avaliação, olhamos o quadro clínico, investigamos se há relação com a saúde sexual (ereção, desejo, ejaculação, testosterona, uso prévio de hormônios) e solicitamos exames quando indicados.
Quando existe alteração hormonal, metabólica ou emocional, o cuidado segue um protocolo integrado, sempre considerando o plano de ter filhos, com sigilo em todas as etapas. A primeira conversa pode ser por telemedicina, porta de entrada para quem prefere discrição, e o acompanhamento inclui etapa presencial para exame físico. Saiba como funciona a primeira consulta na Pró Homem.
Perguntas frequentes
O período é definido pelo laboratório e costuma ser de alguns dias. Siga exatamente a orientação recebida, porque abstinência curta ou longa demais pode alterar o resultado.
Não necessariamente. O sêmen varia muito entre coletas, e um resultado isolado não fecha diagnóstico. O médico costuma repetir o exame e avaliar o contexto antes de qualquer conclusão.
Alguns laboratórios permitem, desde que a amostra chegue dentro do prazo e na temperatura orientados. A coleta no próprio laboratório costuma ser preferida, porque reduz o risco de perda de qualidade da amostra.
Não. O espermograma analisa apenas o sêmen. Ereção e testosterona são avaliadas por consulta, exame físico e exames de sangue específicos.
Revisão médica: Revisado por Dr. Andrei Oliveira, CRM PR 53133. Publicado em: 20 de outubro de 2026 · Última revisão: outubro de 2026


